domingo, 30 de abril de 2017

Bogotá, uma viagem ao passado e seus reflexos no presente.

Desde a época em que estudava no ensino fundamental a Colômbia chama minha atenção, confesso que na época era muito em função do nome da sua capital que eu achava soar diferente, B.o.g.o.t.á, tanto é que ficava repetindo esse nome várias e várias vezes, o mesmo acontecia com Montevidéu. Com o passar do tempo o interesse só aumentou, muito em função das temidas histórias que relacionavam a Pablo Escobar e as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), por outro lado, o medo de ir no país sempre existiu, mas com pesquisas e mudanças ocorridas nos últimos a vontade de conhecer mais essa nação felizmente, tornou-se incontrolável.
Centro de Bogotá
Bairro da Candelária em Bogotá
Minha primeira parada na Colômbia foi na capital Bogotá, sem palavras para descrever a mistura de sentimentos por estar em um local que eu tanto falei o nome enquanto criança e ansiava por conhecer. A primeira impressão foi a melhor possível, já no aeroporto pude perceber a simpatia das pessoas e que com o passar do tempo foi me deixando bem a vontade para explorar tudo de melhor que o país tinha a oferecer. De imediato fui para bairro da Candelaria, onde fiquei hospedado, rodei pelas estreitas e enfeitadas ruas de um lado para o outro, essa região compreende as calles entre 8 e 12 e carreras 2 até 8 (nessa parte da cidade as ruas e avenidas são indicadas por números), um dos locais mais tradicionais da cidade com ruas simples e construções históricas, boa parte dos turistas acabam se hospedando por lá, muito em virtude da proximidade com muitas atrações nos seus arredores.
Entre as ruas da Candelária 
As estreitas ruas do Bairro da Candelária
Praça dos barzinhos e apresentações noturnas na Candelária
As enfeitadas ruas do Bairro da Candelária
Descendo pela calle 11 entre as carreras 3 e 5 temos três atrações, a primeira delas a singela e simpática Iglesia de la Candelaria cuja arquitetura assemelha-se muito ao do restante do bairro. Um pouco mais a frente encontramos o Museu Botero dedicado ao famoso artista plástico colombiano Fernando Botero, só para se ter uma ideia, encontrei uma obra do artista na rua em uma das mais nobres regiões de Cingapura. Além disso o museu em Bogotá conta com muitas obras de outros artistas de renome mundial como Picasso, Miró, Renoir e Dali.
Entrada do Museu Botero com uma de suas obras
Algumas das obras de Fernando Botero em seu museu
O museu é muito bem organizado com dois andares e muita coisa para ver, em especial as obras de Botero que se caracterizam por representar personagens fofinhas (leia-se acima do peso). Foi próprio artista, que nasceu na cidade de Medellín em 1932, quem doou 123 obras para o referido museu, entre elas esculturas, pinturas e desenhos. A entrada é inteiramente gratuita, assim como uma visita guiada que dura cerca de uma hora e ocorre de segunda a sexta às 11:00 e 16:00 e aos sábados às 10:00, 12:00, 14:00 e 16:00. Aos domingos não tem visita guiada e nas tercas-feiras o museu fica fechado.
Parte interna do Museu Botero 
Alguns dos qaudros do Botero expostos no museu
Exatamente ao lado do Museu Botero fica o Museu Casa da Moeda, também gratuito e mais modesto, o ideal é que os dois sejam visitados em sequência. Neste museu é possível encontrar a Coleção Numismática do Banco da República, além de ilustrações didáticas e modernas que mostram os processos técnicos utilizados na produção de moedas e notas, além de conter exemplares das primeiras moedas de ouro na América que datam de 1622. De forma concomitante é possível se ter uma ideia também da história e desenvolvimento da colmbia, acho a visita bem agradável e recmendo bastante. 
Museu Casa da Moeda 
Descendo a mesma calle 11 ou até mesmo a 10 você chegará em pouco tempo à Plaza de Bolívar, homenagem a Simon Bolívar e ponto de encontro para muitos turistas e locais, a praça é gigantesca e com muitas atrações no seu entorno, como é o caso do Congresso Nacional (Capitólio), Palácio da Justiça e Catedral Primada de Bogotá. O legal desse local é que você pode sentir o calor do povo colombiano, espere encontrar por lá uma grande quantidade de carrinhos vendendo os mais diversos produtos, pedintes, manifestações políticas e pombos, muito pombos. Por outro lado, se for no fim da tarde vai poder apreciar tudo muito mais calma, visto que o fluxo diminui consideravelmente.
Plaza de Bolívar com a Catedral  e o Palácio da Justiça à esquerda 
Plaza de Bolívar com a Catedral ao fundo
Congresso Nacional na Plaza de Bolívar 
 De frente para o Congresso Nacional, na lateral direita (Carrera 8) fica o Museo Iglesia Santa Clara, cuja entrada custa COP3.000 e trata-se de uma igreja barroca toda trabalhada em ouro, de fato é bem bonita, para aqueles que apreciam arquitetura dessa época e são um pouco mais religiosos a visita vale muito a pena. Já na lateral esquerda (Carrera 7) fica a Casa Nariño, residência do presidente que oferece uma visita guiada e gratuita, devido a isso a concorrência é grande, o ideal é que a visita seja agendada com bastante antecedência, fato que me privou de conhecer o local. Pelo que li em alguns relatos parece ser uma visita muito interessante, dá um certo trabalho devido a grande segurança do local, sendo possível só tirar fotografias da parte de fora, visto que não se pode entrar com quase objeto nenhum.
Museo Iglesia Santa Clara
Museo Iglesia Santa Clara
Esquema de segurança da rua de acesso à Casa Nariño
Arredores da Casa Nariño
Um pouco mais afastado da Plaza Bolívar, mais precisamente na Calle 16, entre as Carreras 5 e 7 está o Museo del Oro que custa COP3.000 a entrada, mas que é gratuito aos domingos (visitei nesse dia). O museu é bem bacana, com três andares, sendo dois deles dedciados ao ouro e o outro ao povo colombiano, comece a visita assistindo ao vídeo que conta a evolução do uso dos metais pelas diversas civilizações e em seguida conheca o rico acervo de objetos feitos em ouro desde 400a.c até 1.800d.c em especial aqueles da cultura pre colombiana.
 Entrada do Museo del Oro
Artefatos do Museo del Oro
Andar dedicado ao povo colombiano no Museo del Oro
Creio que o Cerro Monserrate seja a principal atração da capital colombiana, pelo menos na região central da cidade, ele fica mais ou menos há uns dois quilômetros de distância da Plaza Bolívar, como é caminhando que se conhece uma cidade, fui até lá dessa forma, mas se quiser usar o transporte público, a estação do Transmilênio mais próxima é a Las Aguas. Na base do morro você adquire os ingressos, algo em torno de COP20.000 que te permite subir e descer de funicular (tem também a opção de teleférico durante a tarde e noite) e ter acesso às atrações lá em cima.
No alto do cerro você está há 3.200 metros acima do nível do mar e a vista fantástica do local vai se desenhando à medida que você sobe, simplesmente sensacional, o cerro fica numa região mais arborizada da cidade e agrega ainda mais beleza. As 15 estátuas em bronze que representam a Via Crucis de Jesus Cristo e uma igreja na parte central do cerro formam o que há de mais interessante, além é claro dos inúmeros pontos de onde você pode ter uma visão privilegiada da cidade, vale a pena perder algumas horas caminhando por todo o cerro e apreciando tudo, sem contar que lá em cima é bem sinalizado e com uma excelente infrsestrutura com banheiros, quiosques, cafés e restaurantes.
Vista do Cerro Monserrate em sua parte mais elevada
Igreja do Cerro Monserrate 
Parte interna da Igreja do Monserrate 
Não sou tão fã de acrescentar nas minhas viagens idas a restaurantes mais dispendiosos, no entanto em alguns locais vale realmente a pena pelo ambiente peculiar, como foi o caso do La Rosa Nautica em Lima ou do Bellini na Cidade do México, em Bogotá eu li a respeito do Restaurate Andrés Carne de Res e logo me vi instigado a conhecer. O restaurante fica na Zona Rosa, bairro mais chique da cidade, e conta com uma decoração bem diferentona, são quartro andares no total e cada um deles com uma temática representando o céu, o inferno, a terra e o purgatório, tudo em um ambiente muito agradável onde a música rola solta. Há uma fila de espera na porta, já sabendo disso, fiz reservas desde o brasil pelo site www.andrescarnederes.com e quando cheguei já tinha uma mesa com meu nome. Pedimos um combinado de carnes que estava divino e tomamos algumas bebidas, o restaurante não é barato mas pegamos COP75.000 para duas pessoas e foi um preço muito justo pelo bom atendimento, ambiente exótico e qualidade da comida, recomendo uma visita.
Restaurante Andrés Carne de Res
Cardápio do Andrés Carne de Res
As temáticas do restaurante
Prédio do Andrés Carne de Res
Para encerrar, uma última atração que não fica propriamente em Bogotá, mas sim na cidade de Zipaquira ou Zipa, como os colombianos a chamam, que localiza-se uns 50 quilômetros da capital, lá que está a famosa Catedral de Sal de Zipaquira, conhecida como a atração nº 01 da Colômbia. Não é difícil chegar, o trajeto pode ser feito de transporte público, para isso basta pegar o Transmilênio até a estação Portal Norte e de lá uma buseta em direção a Zipaquira o que vai custar em torno de COP15.000 ida e volta.
Entrada da mina de sal onde fica a catedral
Arredores da mina de sal em Zipaquira
A catedral fica dentro de uma mina de exploração de sal e pedras preciosas 180 metros abaixo do solo, existem algumas opções de combos para visitação, todos eles incluem a entrada na catedral mais uma visita guiada e um filme em 3D. Como opcionais tem o Caminho do Mineiro que mostra como o pessoal que trabalha na mina faz a extração do sal e o Museu da Salmora que mostra como era feito o refino do sal, optamos pelo plano básico de visitação par ver somente a catedral com guia e filme o que nos custou COP25.000 cada um. O caminho até a cúpula principal é feito relembrado os 12 passos da Via Sacra, cada um deles representado dentro de uma camara, a iluminação e o sistema de som faz o ambiente ficar super bacana, difícil encontrar algo semelhante. No mundo só existem duas catedrais de sal, a de Zipaquira e uma na Polônia, porém com estilos bem diferentes.
Uma das câmaras da Via Sacra
Parte interna da catedral
Mais uma das câmaras da Via Sacra
Cúpula principal da Catedral de Zipaquira

Terminada a visita guiada você fica livre para explorar por sua conta os arredores da cúpula principal da catedral, assim como ter acesso à praça de alimentação, sensação maravilhosa de fazer uma refeição muitos metros abaixo do solo, sentindo um friozinho bem agradável. Bem pertinho da praça existem vários locais para comprar lembrancinhas a um preço bem razoável.
Vista da cidade de Zipaquira do alto da mina de sal
          Até o próximo post, viajando para Medellín, terra de Pablo Escobar e seu famoso cartel!

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