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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Cartagena, o Caribe é logo alí.

Enfim, a viagem chegava ao lugar tão esperado, Cartagena das Índias, um pouco de sol e mais calor que nas duas primeiras cidades, muito mais calor diga-se de passagem, mas nada que tirasse o brilho e encantamento de Cartagena, um dos locais mais famosos da Colômbia com seus festivais de cinema, cultura e porta de entrada no Mar do Caribe para aqueles que vivem abaixo da linha do equador. De fato, a cidade se mostrou muito especial, principalmente a parte do Bairro San Diego, onde ficam as famosas muralhas, de onde se tem uma vista bonita.
Sobrevoando Cartagena num voo Avianca
Vista pelas muralhas de Cartagena
Cheguei a Cartagena em um voo da Avianca partindo de Medellín, na chegada já dá pra sentir o clima praiano da região, o aeroporto tem um visual que te remete à uma típica cidade costeira, a forma mais prática de chegar ao centro e que quase todos usam é o táxi, que custa bem barato, cerca de COP12.000 com direito a uma volta ao redor das muralhas, se o seu hotel ficar no Bairro San Diego. Sendo assim, a primeira atração não poderia ser outra, uma caminhada pela cidade para reconhecimento e posterior visita às muralhas, no entanto, elas farão parte de seu roteiro todos os dias, impossível ficar impassível e não querer mais uma andada por lá.
Caminhada na região das muralhas
Pelas ruas de Cartagena
O que a maioria dos turistas fazem é iniciar o passeio pela Torre del Relojo, uma das principais entradas para aqueles que não estão hospedados na cidade murada, de lá uma caminhada pelas ruas estreitas, históricas e coloridas de Cartagena é a melhor pedida, com algumas atrações importantes, como é o caso do Teatro Adolfo Mejía que em 1933 foi rebatizado de Teatro Heredia para marcar o sexto centenário da cidade, neste teatro acontecem espetáculos frequentes com artistas de diversos países. Outra atração é a Igreja e Faculdade de Santo Domingo, mais antiga construção civil da cidade, no entanto o que mais chama a atenção é a Plaza Santo Domingo que fica ao lado, onde se tem uma grande quantidade de bares e restaurantes com uma enorme escultura do Botero na frente, ideal para passar o fim de tarde.
Torre del Relojo, entrada da cidade murada
Caminhada sobre as muralhas 
As ruas estreitas de Cartagena
Teatro Heredia
Região da Plaza Santo Domingo com a escultura de Botero
Na lateral direita das muralhas, para quem está de frente para o mar, fica o Mercado Bovedas onde você consegue encontrar um monte de artesanías a um preço mais justo, o prédio antigo onde o mesmo funciona foi originalmente construído para estocar pólvora e outrora era uma cadeia, nos dias atuais ajuda a tornar o passeio pelas muralhas ainda mais interessante. No lado oposto ao mercado está uma estátua que representa uma homenagem a Índia Catalina que serviu de intérprete junto a seu povo para Pedro de Heredia, fundador da Colômbia, quando o mesmo chegou ao local, que na época era conhecido como Vila Kalamary.      
Mercado Bóvedas
Homenagem à Índia Catalina
Pelas muralhas de Cartagena
Ainda dentro da cidade murada fica o Museu da Inquisição, porém no lado oposto, próximo a Torre Del Relojo, a entrada custa COP16.000 e você poderá ter acesso ao principal monumento histórico da inquisição espanhola no Novo Mundo, visto que a cidade foi sede do Tribunal de Penas do Santo Ofício, em outras palavras, inquisição, a visita é super recomendada, parte de uma triste história está contada em seus salões, que causam arrepios. Por outro lado, a melhor parte da cidade murada é poder se perder por entre suas ruas e descobrir aquele local especial que muitas vezes a maioria das pessoas não passam, sem contar que o pôr do sol visto das muralhas é imperdível, batia ponto quase todos os dias por lá para assistir o “encerrar” de mais uma rotação do planeta.

Museu da Inquisição
Museu da Inquisição
Pelas muralhas no fim da tarde
Pôr do sol em Cartagena
Cartegena se tornou famosa também pelo fato de estar na região do Caribe, no entanto as praias da cidade em si não chegam nem perto da beleza do Mar do Caribe, as praias de lá, a de Bocagrande a mais famosa de todas, são bem fraquinhas por sinal, com águas pouco convidativas e uma estrutura razoável, mesmo para quem só curte ficar lagarteando ao sol. Somado a isso o fato de muitos ambulantes querendo se dar bem em cima dos turistas, oferecendo barraquinhas, guarda-sol, passeios, comida e até mesmo massagem, muitas mulheres começam a fazer massagem dizendo que é uma demonstração grátis e no fim querem te cobrar, para evitar isso, o melhor é recusar até mesmo a demonstração gratuita, caso não queira ser lesado e passar perrengues na praia. Ainda assim, vale a visita para um passeio e conhecer um pouco da verdadeira praia de Cartagena.

Praia de Boca Grande
Praia de Boca Grande
Para poder chegar de fato nas águas lindas do Caribe é necessário fazer um dos muitos passeios que a cidade oferece, o mais famoso deles para Playa Blanca e Isla Baru (Islas del Rosario), você vai encontrar um monte de vendedores pelas ruas querendo te vender o passeio por COP60.000 e te pedindo vinte mil de adiantamento, não caia nessa e nem se desespere para comprar logo o passeio. Em frente a entrada da cidade murada está o Muelle de Los Pégasos, de onde saem os barcos para os passeios, lá tem um monte de guichês, um do lado do outro, de várias empresas que fazem o tour, ignore os milhares de vendedores e compre diretamente com a empresa pagando COP40.000 pelo passeio incluindo almoço. O tour sai por volta das 9:00 e encerra-se as 17:00 sendo assim, ideal levar água, lanche e tudo mais que e necessário para um dia na praia, temos que pagar uma taxa portuária de COP13.000 e esperar um pouquinho, em virtude da grande quantidade de embarcações que fazem esse trajeto.

Muelle de Los Pégasos em frente à Torre del Relojo
Região do píer de onde saem os barcos
No caminho, algumas paradas são feitas para conhecer um pouco mais da região, o pessoal vai explicando tudo, mas em nenhuma dessas paradas é possível descer, próximo de Playa Blanca você precisa decidir se vai diretamente para a praia ou se deseja visitar um oceanário em Isla Del Rosario, caso deseje a entrada custa COP20.000 e o pessoal te deixa lá e retorna uma hora e meia depois para buscar, enquanto isso os demais seguem diretamente para a Playa Blanca e acabam tendo mais tempo para curtir a praia. Optamos por ir ao oceanário e ver alguns animais, apesar de biólogo achei o passeio interessante pois a sensação que da é a de que os animais não estão presos, visto que o oceanário é construído em palafitas sobre o mar, dando liberdade aos animais que ali vivem. Lá é possível ver tubarões lixa sendo alimentados, além de muitas espécies de peixes, aves e tartarugas marinhas, mas o ponto alto mesmo é o show dos golfinhos, obviamente nada comparado aos que existem nos Sea World da vida, mas foi bem bacana e valeu a pena essa parada.

Em direção à Playa Blanca
Uma parada no meio do caminho
Oceanário em Isla del Rosario
Oceanário em Isla del Rosario
Tartarugas no oceanário 
Tubarões sendo alimentados no oceanário
Show dos golfinhos no oceanário
Terminado o tempo no oceanário o barco volta pra te buscar, importante lembrar o nome da empresa na qual você está fazendo o tour, de lá para a praia é bem rapidinho, alguns minutos depois de chegar o almoço é servido e você tem até as 15:00 para aproveitar o mar de águas azuis esverdeadas e passear pela arreia branquinha da praia, não fosse pela grande quantidade de ambulantes e pelo elevado fluxo de turistas no local o passeio seria perfeito, pois o lugar é muito bonito, vale a pena passar um dia de sol e mar apreciando as belezas naturais dessa parte do Caribe. Na volta o barco vem na velocidade máxima, prepare-se para se molhar bastante, guarde seus pertences todos numa bolsa impermeável se não quiser que tudo fique encharcado.

Em Playa Blanca/Isla Baru
Em Playa Blanca/Isla Baru
Playa Blanca/Isla Baru
Almoço com a melhor vista de todas

 Uma das atrações fora da cidade murada que dá para fazer a pé é o Castillo de San Filipe de Barajas, uma bela herança da época em que Cartagena lutava contra piratas e invasores, a vista da cidade lá de cima é bem legal e na frente tem uma bandeira gigante da Colômbia. O ticket custa COP17.000 e você tem acesso a todas as partes da fortificação, inclusive os salões e túneis que eram utilizados para guardar pólvora que abasteciam os canhões. Separe pelo menos umas três horas para percorrer o castelo por completo e apreciar tudo visto de cima, se é fã de história e estiver em um grupo maior, contrate um guia para fazer a visitação. Atrás do castelo fica o Monumento Sapatos Velhos e mais acima (acesso de táxi, por ser uma área perigosa) o Convento de La Popa, que infelizmente não tive tempo de visitá-los, foram apenas três dias de Cartagena, olhando pelo lado bom, é um incentivo para voltar a essa cidade encantadora.
Subida para o Castillo de San Felipe de Barajas
Vista de Cartagena do alto do castelo
Região lateral da fortificação de Barajas


Castillo de San Felipe de Barajas
Bandeira gigante na entrada do castelo
 Até o próximo post, primeira vez em terras europeias! O "velho mundo" vai aparecer por aqui... :)

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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Medellín, la ciudad roja.

Medellín é a segunda maior cidade colombiana, atrás apenas da capital Bogotá e recebe o título de “ciudad roja” em virtude da cor predominante dos tijolos à vista da maioria das construções. Em 2013 a cidade foi eleita a mais inovadora do mundo pelo instituto americano Urban Land, mas nem sempre foi assim, como é de amplo conhecimento essa região era dominada pelo tráfico de drogas e violência, muito em virtude do Cartel de Medellín liderado por Pablo Escobar, felizmente nos últimos anos a cidade passou por uma transformação nos mais diversos âmbitos, desde a educação até o esporte, passando pela integração social e cultura, o que devolveu aos turistas e população colombiana o prazer de visitar e até mesmo morar na capital da Antioquia.  
Medellín vista do Cerro Nutibara
Cheguei na cidade em um voo da Avianca partindo de Bogotá, nunca vi um avião balançar tanto. O Aeroporto de Medellín fica na verdade na cidade de Rio Negro, 30km de distância e a melhor forma de ir até o centro é de taxi, se estiver em duas ou mais pessoas (COP60.000) se por ventura estiver sozinho vale a pena pegar uma van que custa COP10.000 mas que leva muito mais tempo para fazer o trajeto te deixando em San Diego. Medellín fica há 1.500 metros acima do nível do mar fato que torna o clima mais ameno, deixando uma atmosfera super agradável e que desperta o desejo de muitos turistas para fixar residência.
Chegada a Medellín com a Avianca
O ponto de partida para conhecer a capital do departamento de Antioquia é o Cerro Nutibara, que fica localizado no coração da cidade, bem próximo da Estação Industriales. Prepare-se para uma boa caminhada com trechos bem íngremes de subida, caso não esteja disposto, tem muitos táxis na região que te levam até o topo, de onde se tem uma vista muito linda da cidade e nesta hora o título de “la ciudad roja” começa a fazer sentido quando a cor marrom avermelhada toma conta de boa parte da área urbana. No alto do cerro está localizado também o Pueblito Paisa, representação de um típico vilarejo da região da Antioquia com igreja restaurantes e lojas de souvenir. Reserve algumas horas para andar pelo local e apreciar a vista da cidade e se puder faça uma refeição do alto deste cerro.
O marrom avermelhado predominante de Medellín 
Cerro Nutibara
Pueblito Paisa no Cerro Nutibara
Pueblito Paisa
Medellín vista do Cerro
Do alto do Cerro Nutibara
Do cerro Nutibara pegue o metrô até a Estação Parque Berrío, onde estão algumas das melhores atrações de Medellín, dentre elas o próprio Parque Berrío, um dos muitos parques da cidade e que tem um ambiente bem legal para um passeio numa das zonas mais tradicionais. Bem ao lado está o belíssimo prédio do Palácio de la Cultura e em seus arredores a famosa Plaza Botero, onde é possível encontrar ao ar livre 23 esculturas gigantes do artista Fernando Botero, nascido na cidade de Medellín e que também doou suas obras exageradas no volume e assimétricas para revitalizar essa área da cidade que outrora era obscura, sem vida e destinada ao tráfico de drogas, hoje, no entanto, ponto de encontro de muitos locais e turistas também. Devido ao grande fluxo é necessário que se tome um pouco mais de cuidado com seus pertences ao transitar por essa parte da cidade, mas nada que assuste.
Prédio do Palácio de la Cultura
Plaza Botero e Palácio de la Cultura ao fundo
Palácio de la Cultura e a linha do metrô ao lado
Exatamente em frente à Plaza Botero está o Museu de Antioquia constituído por três andares com outras inúmeras obras do Botero e demais artistas de Medellín, entre eles Pedro Nel Gómez, assim como artistas internacionais. O museu é o primeiro instituído no departamento da Antioquia e segundo em toda Colômbia, o prédio onde o mesmo funciona já é uma obra de arte em si, trata-se da antiga sede do governo municipal e funciona todos os dias das 10:00 às 17:30 com exceção do domingo que fecha às 16:30, fato que me impediu de conhecer o museu por dentro, pois cheguei por lá bem próximo desse horário. A entrada custa COP10.000 por pessoa.
Entrada do Museu de Antioquia
Prédio do Museu de Antioquia
Já disse no primeiro post sobre a Colômbia que o sistema de metrô de Medellín é o orgulho da população e uma das principais atrações da mesma, tanto pela sua organização, limpeza, visual e principalmente por ser conjugado com o sistema de cablecar que dá acesso aos inúmeros morros da cidade, além de permitir de modo facilitado o acesso ao Parque Arví, um local excelente para um contato próximo com a natureza. Para chegar lá pegue o metrô até Acevedo onde vai trocar para o metrocabo com destino a San Domingo, nesse trajeto você vai passar por uma das muitas comunidades que vive nos morros de Medellín, em seguida você precisa comprar outro ticket que custa COP4.200 que te levará até Arví num trajeto que dura uns 30 minutos de um visual surreal passando por cima da floresta, entre as inúmeras árvores. Só o caminho até o parque já vale a pena, sensação maravilhosa numa altitude de 2.600 metros acima do nível do mar e omo fui no início da manhã, peguei o primeiro bondinho até Arví e estava super vazio, liberdade total na ida e também na volta.
Cablecar dando acesso aos morros de Medellín
Vista do trajeto de cablecar 
Cablecar em direção ao Parque Arví 
No trajeto para o Parque Arví 
Estação Parque Arví 
Felizmente o trajeto valeu muito a pena por que o parque em si não tem tanta coisa assim, a não ser que você disponha de um tempinho a mais para ficar por lá e fazer algumas trilhas que o parque oferece de forma gratuita, outras são pagas. A entrada pela área do parque é inteiramente grátis, porém há um setor que se chama Comfama, com atividades como escalada, arvorismo e cinema 3D, para ingressar nessa parte é necessário pagar COP26.000 o ideal é ir até o quiosque que fica logo após a estação de chegada e pegar informações do que fazer com referência ao tempo que você terá por lá, como o meu era curto, só fiquei 2 dias em Medellín, fiz algumas caminhadas por conta própria só pra dar uma geral no parque, mesmo assim, achei a visita muito válida.
Entrada do Parque Arví 
Região de inicio das trilhas 
Caminhada pelo Parque Arví 
Na trilha do Parque 
Há mais ou menos 80 quilômetros de distância de Medellín ficam duas cidadezinhas chamadas de El Peñol e Guatapé, no meio das duas está uma das atrações mais visitadas da região, tanto por turistas estrangeiros como colombianos vindo de outras partes do país, trata-se de La Piedra del Peñol uma rocha formada de quartzo, feldspato e mica com mais de 220 metros de altura de onde se tem uma vista fantástica da represa Peñol-Guatapé e de muitos povoados da região.
Terminal de Ônibus do Norte em Medellín
Buseta para El Peñol e Guatapé 
La Piedra entre El Peñol e Guatapé
Para chegar, pegue o metrô em Medellín até a Estação Caribe que está conjugada com o terminal de  ônibus do Norte e lá encontrará duas empresas de microonibus (busetas) que levarão à famosa pedra por COP12.000 em um percurso de mais ou menos duas horas. A buseta te deixa na base da pedra, ou na cidade de Guatapé se assim desejar, porém La Piedra fica antes da cidade, logo, terá que conseguir outro meio de transporte para voltar, sendo assim, melhor mesmo parar e fazer logo a subida, prepare-se para um esforço a mais para chegar ate o início das escadarias que dão acesso ao topo, mas se preferir pague alguns pesos Colombianos e suba de cavalo ou Tuk-tuk, ficamos com a segunda opção e guardamos forças para percorrer os 740 degraus e chegar à parte mais elevada, tendo adquirido um ticket de COP12.000 que permitia o acesso.
Tuk-tuk da subida 
Parte das escadarias até o topo de La Piedra
Marco final das escadarias
Vista de Guatapé do alto da rocha
O que posso dizer é que cansa, mas a vista vale muito a pena, sensação maravilhosa de ir parando pelo caminho e apreciando cada pedacinho dos arredores, quanto mais alto mais lindo o visual. No fim de todos esses degraus você tem uma boa infraestrutura de locais para lanchar, descansar e apreciar com calma a vista, assim como acontece na base da pedra com muitas lojinhas de souvenir e restaurantes que te permitem almoçar com uma vista muito bonita.
Início da subida em La Piedra
Vista da metade do caminho até o topo
Arredores de Guatapé e El Peñol visto do alto
No topo da Piedra del Peñol
Restaurante na base da pedra 
Terminada a visita você pode esperar o ônibus passar de volta e retornar para Medellín ou pegar um Tuk-tuk e ir até Guatapé, para de lá pegar o ônibus para voltar à Medellín, foi o que fizemos. A cidade de Guatapé é bem pequena e bucólica, com casas coloridas e tudo arrumadinho, vale muito a visita para pelo menos um passeio na orla às margens da lagoa enquanto espera o horário do ônibus de retorno. Julgo que esse foi um dos melhores passeios que fiz na Colômbia, justamente pelo fato da maioria dos turistas visitando o local serem colombianos e não aquela horda de gringos que encontramos na maioria dos passeios.
Pelas ruas de Guatapé
Pelas ruas de Guatapé
Guatapé e a represa vistas do alto
 Até o próximo post, seguindo viagem para Cartagena, onde as águas do Caribe nos esperam!

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