terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Como é voar nas companhias aéreas nacionais? A vez da Azul

Essa postagem tem como finalidade apresentar um pouco dos serviços de nossas companhias aéreas que cruzam os céus do Brasil pelos quatros cantos desse país, todas as avaliações aqui realizadas foram baseadas na experiência própria do autor ou de algum de seus colaboradores. Em resumo o que se pretende é dar uma ideia de como é cada voo citado nas respectivas companhias - qual tipo de avião é utilizado, como é o serviço de bordo e o conforto que a aeronave proporciona no trajeto -  serão alguns dos temas tratados em cada avaliação. Nesta postagem, trataremos somente da Azul (linhas Aéreas Brasileiras).


Voo AD2525 - VIX (Vitória) - CNF (Belo Horizonte)

Aeronave utilizada:  Embraer 190 (E90) na configuração 2/2 com capacidade para 90/114 pessoas

Serviço de bordo: excelente, acho que nesse quesito a Azul é a melhor das nacionais, pouco depois da aeronave decolar o lanche é servido com 4 opções de snacks a sua escolha, podendo escolher quantos quiser, assim como as bebidas que tem 5 variedades.

Conforto e entretenimento a bordo: monitores individuais com TV ao vivo e muito canais pela SKY, o espaço entre as poltronas é considerável o que torna o voo curto de pouco mais de 1 hora bem mais confortável.
As comissárias da companhia são muito simpáticas e prestativas e o voo foi extremamente pontual, assim como o processo no embarque que foi bem tranquilo. Já no desembarque em Confins o processo foi mais demorado, pouso longe do terminal e a necessidade de utilizar o ônibus. As bagagens demoraram bastante para serem entregues.  
Configuração 2/2
Espaço bom para os pés


Voo AD2716 - CNF (Belo Horizonte) - TXF (Teixeira de Freitas)

Aeronave utilizada:  ATR 72 (turboélice bimotor) na configuração 2/2 com capacidade para 68/72 pessoas


 Serviço de bordo: muito bom, no padrão Azul de qualidade lanche servido com 4 opções de snacks a sua escolha, podendo escolher quantos quiser, assim como as bebidas que tem 5 variedades.


Conforto e entretenimento a bordo: pelo fato do avião ser pequeno não tem nada de entretenimento, a não ser a revista da Azul no bolsão da frente, o espaço entre as poltronas é razoável para um voo de 1 hora e meia.

Voo pontual, processo de embarque sem grandes tumultos, até pelo fato de serem poucos passageiros também. Geralmente o portão utilizado em Confins é o R1 ou R2 que fica mais escondido e tem a a necessidade de utilizar o ônibus até a aeronave. Como o embarque só é feito pela porta traseira o tempo de espera é um pouco maior, mesmo com os funcionários orientando para que o passageiros das primeiras poltronas sejam embarquem primeiro. Um inconveniente desse voo é por conta do barulho no momento da decolagem, por se tratar de um turboélice as pessoas que tem uma maior sensibilidade no ouvido podem sentir um pouco, além disso a estabilidade no voo é bem menor e algumas turbulências são frequentes. 
Ponto negativo do voo nem é para a companhia e sim para o aeroporto de Teixeira de Freitas, mesmo sendo recém construído e abrigando somente esta rota, a estrutura é satisfatória, no entanto o valor do táxi até o centro da cidade é impraticável, chega a ser de R$50,00 ou seja, quase 30% do valor pago pela passagem aérea.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A mítica e imponente Machu Picchu


Desejada por dez entre dez viajantes, Machu  Picchu se tornou um dos locais mais visitados na América Latina e talvez no mundo, todo esse sucesso se deve a beleza e atmosfera mítica do local. Muitas pessoas relatam que suas vidas podem ser divididas em pré e pós Machu Picchu, por mais clichê que isso possa parecer, a cidade sim, tem dessas coisas, algo de especial paira naquelas ruínas dos Incas que promovem muitas reflexões na vida dos indivíduos que por ali passam.    

Machu Picchu
A forma mais comum, ou pelo menos a mais confortável de se chegar a M.P. é de trem, partindo de Cuzco (estação de Poroy) ou de Ollantaytambo com as empresas Peru Rail ou Inca Rail em um percurso que varia de duas a três horas. A parada final do trem é em Águas Calientes, também conhecida como Machu Picchu Pueblo e que fica na base da montanha que abriga M.P.


Águas Calientes - Machu Picchu Pueblo
Para ter acesso até o alto da montanha você precisa comprar os tickets de ida e volta com as vans que custam U$19,00 podendo ser comprados em Águas Calientes ou em qualquer agência de Cuzco mesmo. Esse trajeto também tem a possibilidade de ser feito a pé, vi muitas pessoas caminhando pela estrada, não parece ser fácil, mas quero tentar na minha próxima ida a Machu Picchu. Outra coisa que você precisa comprar antecipadamente são as entradas para M.P. que custam $126,00. 

Subida de van para Machu Picchu
Você pode optar por um guia, pagando a parte, ou se você comprou um pacote com alguma agência esse guia provavelmente já vai estar incluído nos serviços. Se você tiver pouco tempo, não acho que seja interessante pagar um guia para “ficar preso” às  explicações dele, não que sejam desnecessárias, mas você acaba explorando muito pouco o local e o que vai determinar o tempo que terá em M.P. é o horário do trem na volta, por isso analise bem antes de comprar as passagens. Depois de subir o primeiro vão de escadas a cidade perdida aparece e a vista é impressionante.

Vista da chegada em M.P.
Uma trilha não muito conhecida dentro do parque é a Inca Bridge, lugar muito legal, apesar do caminho ser perigoso, a vista de Águas Calientes lá em baixo é linda, mesmo bem distante dali (como mostra o vídeo abaixo). Mas, nada em Machu Picchu se compara à subida da montanha de Huayna Picchu, a maior de todas. Não é todo mundo que tem coragem, porém o número de pessoas que podem subir é limitado a 400 por dia, sendo assim, o melhor é adquirir os tickets ainda no Brasil. Infelizmente na minha vez o número de pessoas já tinha atingido o limite máximo e fiquei de fora, mas para a próxima viagem ao Peru já consta no roteiro essa subida

Trilha de Inca Bridge
Águas Calientes bem longe da Inca Bridge
Acesso para Wayna Picchu
Machu Picchu fica apinhado de gente em praticamente todas as épocas do ano, pra todos os cantos tem grupos ouvindo as explicações de seus respectivos guias, sendo assim, não fique com vergonha de abandonar o seu e pegar uma carona no dos outros de vez em quando, dessa forma vai aproveitar muito mais seu tempo por lá. Procure explorar cada local da parte baixa das ruínas também, em muitos locais tem rochas famosas por que foram usadas pelos Incas como relógios, medidor de estações do ano e até mesmo para rituais.

Ruínas da parte de baixo de M.P.
Ruínas da parte de baixo de M.P.
La Roca Sagrada - Machu Picchu
Na saída não deixe de carimbar o seu passaporte como uma lembrança da cidade, é gratuito. Para descer você toma novamente uma van que sai a cada trinta. minutos ou vai a pé mesmo, opção de muitos mochileiros.

A mítica Machu Picchu
Ruínas ao fundo
Em Machu Picchu fiquei hospedado no Hostel La Payacha que fica exatamente na estação de chegada do trem a Águas Calientes (Machu Picchu Pueblo), localização perfeita pois as janela do alguns quarto dão para o rio Urubamba, que praticamente corta todo o Vale Sagrado, internet boa e café da manhã regular. Uma boa opção para alimentação é a lanchonete Café con Pisco localizada na praça central, se puder reserve um pouco mais de tempo para andar por Águas Calientes também, a cidade não tem tantos atrativos assim, mas é a “base de M.P.”

Rio Urubamba da janela do hostel
Pretende ir a Machu Picchu e região? Está ainda com dúvidas no roteiro? Qualquer dúvida é só escrever no comentários.  
Até a próxima!! Aleh..

domingo, 7 de dezembro de 2014

Dez dicas para sua estadia em Cuzco e Machu Picchu

Principal porta de entrada para Machu Picchu a cidade de Cuzco possui cerca de trezentos mil habitantes e fica localizada numa região bem mais alta quando comparada a Lima, o corpo costuma sentir os efeitos dessa altitude assim que você aterrissa.  Dificilmente alguém vai ao Peru e não passa por Cuzco, resultado disso é uma cidade lotada de turistas do mundo todo que está de passagem para ir a M.P. ou voltando de lá. 

Panorâmica da Plaza de Armas em Cuzco
Para ajudar na sua estadia em Cuzco e Machu Picchu juntei algumas dicas que podem ser úteis na viagem.

1ª dica - Procure se hospedar em hotéis um pouco mais afastados da Plaza de Armas e redondezas, o barulho por lá não é nada compatível com uma noite de sono. Além do que, quase tudo em Cuzco é muito próximo e uma caminhada já é parte do seu roteiro, mas pare de vez em quando para recuperar o fôlego, a altitude castiga um pouco.

O sossego das regiões mais afastadas da Plaza de Armas
2ª dica - Para ter acesso a muitas atrações em Cuzco e região você precisa do boleto turístico, ele é vendido em duas modalidades, sendo o completo o melhor de todos, mesmo que não dê tempo para visitar tudo, o ideal é comprar este boleto, pois caso precise adquirir uma entrada independente o preço pode ser bem desvantajoso. O mesmo também é usado nas entradas do Vale Sagrado.

Pisac no Vale Sagrado
Salineras de Maras
3ª dica - A velha máxima da pechincha no Peru não deve ser esquecida em Cuzco, para quase tudo que for adquirir faça uma barganha que o preço cai bastante, principalmente quando for comprar dos milhares de ambulantes que te param toda hora querendo lhe vender os mais diversos produtos, a maioria deles de boa qualidade.

4ª dica - O Vale Sagrado é uma das atrações de Cuzco, muito bonita a região por sinal, no entanto a maioria das pessoas que faz esse tour segue direto para Machu Picchu a partir de Ollantaytanbo, uma das cidades componentes do tour no Vale Segrado, juntamente com Pisac, Urubamba e Chincheros. Sem dúvida com esse processo você economiza um pouco mais de grana e tempo. 

No caminho para o Vale Sagrado
Ollantaytambo vista do alto de suas ruínas
Os terraços de Moray
5ª dica - A partir do momento que você aterrissar em Cuzco a minha sugestão é que você tome muito chá de coca, talvez para muitos não faça efeito fisiológico, mas pelo menos psicológico ele faz, a altitude às vezes te deixa bem mal, e para não correr o risco de ter que ficar muitas horas descansando, vá direto no chá de coca, todo lugar que você for ele estará lá, oferecido gratuitamente, desde o aeroporto até os hotéis e restaurantes. 
Chá de coca para amenizar o soroche (mal da altitude)
6ª dica - As opções de restaurante em Cuzco e região são muito grandes, desde comida trivial até aquelas mais excêntricas, mas se a grana estiver curta sugiro que você procure aqueles com “el menu del dia”, muitas vezes você tem uma refeição completa (entrada, prato principal, sobremesa e bebida) por menos de R$25,00. O meu favorito é o Dom Stebam e Pancho na Avenida El Sol. 

7ª dica - Impossível ir a Cuzco e não comprar algumas peças de artesanatos, para isso, deixe suas compras para serem feitas no Centro Artesanal de Cusco, muitas lojinhas, grande quantidade de produtos e comerciantes muito bons para aquela barganha Peruana. 

Perdido no meio do artesanato Cusquenho.
8ª dica - Para ter acesso a Águas Calientes que fica na base de Machu Picchu você precisa ir de trem, pelo menos é o meio mais convencional e confortável. Na volta, procure comprar a modalidade do trem que conjuga com ônibus te trazendo até Cuzco. Caso contrário você terá que desembarcar em Ollantaytambo e fazer o resto do percurso de Van, nada agradável. Digo por experiência própria. 

No trem para Águas Calientes (Machu Picchu Pueblo)
9ª dica - Pense bem antes de fazer o seu roteiro e separar a quantidade de dias e talvez horas em cada lugar, muitas vezes fica aquele gostinho de “poderia ter ficado mais”. Procure separar pelo menos três ou quatro dias para Cuzco, fique um pouquinho mais em Águas Calientes (Machu Picchu Pueblo), uma noite é suficiente, mas aproveite mais o resto do dia depois que descer de M.P. e em Ollanta faça um bom passeio pela cidade, pois apesar de pequena, a cidade tem um astral muito legal.

Águas Calientes (Machu Picchu Pueblo)
No alto das ruínas de Machu Picchu
Pelas ruas de Águas Calientes (Machu Picchu Pueblo)
10ª dica - Em Cuzco muitos passeios precisam de deslocamento com ônibus que demoram um pouco mais, como é o caso do City Tour, Vale Sagrado e Maras/Moray, não indico fazer mais de um desses em um único dia, você se cansa bastante e acaba não aproveitando tudo que deveria. 

Vista do alto das antiga cidade Inca de Machu Picchu
Só para finalizar, na próxima vez que for a Machu Picchu quero subir caminhando desde Águas Calientes, vi muita gente fazendo isso, fica a dica.
Se restou alguma dúvida ou se quer saber mais detalhes sobre o que foi exposto é só escrever nos comentários.
Até a próxima!! Aleh.