segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O Rio de Janeiro continua lindo... Jardim Botânico, Pão de Açúcar e o Cristo

Como boa parte das ofertas de voos internacionais são oferecidos partindo do Rio de Janeiro (aeroporto do Galeão) conhecer a cidade maravilhosa é meio que uma obrigação, mesmo que em doses homeopáticas, entre uma conexão e outra e algumas horas de espera. Dessa forma, em três passagens pela cidade pude conhecer parte do que há de melhor: Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Jardim Botânico e o Museu Histórico Nacional.
Se seu voo chega ao rio bem cedo e você não está afim de tomar café no aeroporto, a Confeitaria Colombo é uma excelente pedida, ambiente agradável e local muito bonito, a decoração impressiona já na chegada e somos facilmente enganados ao pensar que pelo requinte vai se pagar mais caro, pelo contrário, o café da manhã no aeroporto sairia a um preço bem mais elevado. Acho que com esse valor é possível até pagar o táxi e tomar um bom café na confeitaria que fica na região central do Rio na Rua Gonçalves Dias.  

Confeitaria Colombo - foto: divulgação
Confeitaria Colombo - foto: divulgação

Jardim Botânico:

Por duas vezes estive no Jardim Botânico, na primeira em meio a uma odisseia de obtenção do visto americano e na segunda em conexão para o Peru. Lugar encantador, o contato com a natureza é inigualável, por alguns instantes é possível até esquecer que se está no meio de uma das maiores cidades do Brasil, por mais que você reserve um tempo grande para aproveitar o jardim, ainda assim vai ficar com a sensação de que não foi o suficiente e que deixou de ver muita coisa, de fato há muito o que se ver e se encantar pelos caminhos e trilhas. 

Jardim Botânico
Jardim Botânico
Jardim Botânico
Em ambas as oportunidades tive acesso de táxi, seja partindo do aeroporto ou do centro, acho um dos meios mais viáveis devido ao custo mediano. As entradas para o Jardim Botânico também tem um valor bem módico, apenas R$6,00 por pessoa para passar o dia inteiro se assim decidir.

Pão de Açúcar:

Do Jardim Botânico direto para o Pão de Açúcar no bairro da Urca, de táxi novamente por ser o meio de transporte mais conveniente quando se está com pressa e não conhece o lugar, e em se tratando de Rio de Janeiro a segurança também deve ser levada em consideração. Prepare-se para uma "pequena" fila ao adquirir os ingressos para pegar os bondinhos e subir os morros (Urca e Pão de Açúcar), acho que fiquei cerca de 40 minutos para enfim comprar o ingresso por R$ 54,00 e seguir com a visita, e olha que era um dia de segunda feira.
O primeiro bondinho te leva até o Morro da Urca onde já se tem uma vista muito bonita da Baía de Guanabara e de boa parte do Rio de Janeiro, fiquei impressionado com a quantidade de pessoas lá em cima apreciando a vista, tirando milhares de fotos e alguns até fazendo uma espécie de picnic. Para ir até o outro morro, o do Pão de Açúcar, pega-se outro bondinho e em pouco tempo se atinge o ponto mais alto - 396 metros - dessa formação de Gnaisse (tipo de rocha metamórfica).

Subida para o Morro da Urca
Vista da Baía de Guanabara do Morro da Urca
Sem dúvida alguma a vista do ponto mais alto impressiona muito, assim como o vento que é bem forte nessa parte, é preciso até mesmo tomar um certo cuidado quando estiver muito próximo do parapeito na região mais atingida pelo vento. Do alto do Pão de Açúcar é possível entender os motivos pelos quais o Rio de Janeiro é chamado de cidade maravilhosa, beleza ímpar e a natureza presente em todo o lugar.

Subida para o Morro do Pão de Açúcar
Uma "leve brisa" a quase 400 metros de altura

Cristo Redentor:

Em conexão na volta do Peru pude enfim ir ao Cristo Redentor, localizado no bairro de Santa Teresa no topo do morro do Corcovado, é possível chegar facilmente de táxi partindo do centro ou de outras partes da cidade. Cerca de R$ 50,00 custa o valor das entradas que te permite subir uma parte pelo trem do Corcovado e a outra parte de van, no entanto o trem tem horários fixos e muitas vezes é necessário esperar um bom tempo, como minha conexão no Rio dessa vez era mais curta, não dava para esperar muito, a solução foi fazer todo o trajeto de van com o pessoal que fica bem em frente agrupando aqueles que, assim como eu, não podiam esperar muito.
Confesso que esse tipo de "empresa de turismo" não era a que mais me agradava, não confio muito nessas coisas, mas o pessoal cobra quase o mesmo preço e de acordo com eles o tempo de subida, descida e visita se encaixava com o tempo que eu ainda tinha, descobri no final que não era bem assim. Me lembro que do início do trajeto até o fim eu troquei de van pelo menos 6 vezes e por pouco não perdi meu voo, entretanto a visita é muito legal, exceto pelas longas filas de sábado.
Uma vantagem de subir com as vans é a parada no Mirante Dona Marta, de onde se tem uma vista fantástica da Baía de Guanabara e do Pão de Açúcar, vista tida como cartão postal do Rio, que por sinal, continua lindo. 

Mirante Dona Marta
Mirante Dona Marta
No fim do trajeto é possível chegar bem perto do Cristo, quer dizer, nem tão perto assim, muita gente se espreme para conseguir o melhor ângulo para sua foto no Cristo, em alguns momentos era jocoso observar pessoas que até deitavam no chão para fotografar seus amigos e familiares com a estátua ao fundo. Por outro lado, comovente ver alguns manifestando sua fé frente a um símbolo tão importante do cristianismo em um local tão especial e de beleza sem igual.

O Cristo
Visto do Rio a partir do Cristo
Visto do Rio a partir do Cristo

É isso aí pessoal! Se tiverem dúvidas, sugestões, correções, etc é só escrever nos comentários.
Até a próxima!!!
Aleh.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

El Chaltén - capital argentina do trekking

Chegar a El chaltén partindo de Calafate é bem simples, a frequência de ônibus é muito boa, em menos de três horas apreciando uma linda paisagem  é possível se chegar. Antes mesmo de entrar na cidade o ônibus para no centro de visitantes e todos descem para receber instruções da cidade e das trilhas, a propósito, todas as trilhas são muito bem marcada e sinalizadas, a maioria delas começa dentro da cidade e não paga absolutamente nada para fazê-las. Depois das informações o ônibus segue e para na rodoviária, a cidade é muito pequena, mas é bem estruturada, ao lado da rodoviária está o centro de visitantes onde se pode obter todas as informações necessárias para alimentação e principalmente para estadia, no meu caso fiquei em um hostel chamado El Álamo que era pertinho da rodoviária. Hostel aparentemente novo, boa estruturado, café da manhã bom e funcionários muito gentis, após alguns minutos de conversa com o dono ele disse que já tinha visitado Porto Seguro.

Vista da ida a El Chaltén
Em Chaltén
Centro de visitantes
Como cheguei quase a noite na cidade não tinha como fazer trilhas muito grandes, apesar de saber que o sol só iria se pôr bem mais tarde voltei ao centro de visitantes e recebi indicação de 2 trilhas menores - mirador de Los Cóndores e Las Aquilas. Em quase 3 horas foi possível fazer o percurso, sem contar que parei muitas vezes para avistar o Fitz Roy, montanha mais famosa de Chaltén e cobiçado por todos os mochileiros que por ali passam, segundo os moradores o tempo nesse dia estava atípico, geralmente é muito difícil de se ver essa montanha de longe com tanta facilidade.

El Chaltén vista do Mirados Los Cóndores
O Fitz Roy ao fundo
Sol ainda brilhando às 21:00 - Fitz Roy ao fundo
O dia seguinte foi de muita caminhada, como já sabia que só iria retornar das trilhas próximo da hora de ir embora (18:00) fiz logo o check-out no hostel e deixei a mochila grande guardada lá mesmo. Sai bem cedo para aproveitar bastante do lugar, comecei a trilha pelo sendero ao Fitz Roy, mas o plano era ir somente até a laguna Capri, Madre e Hija e Poincenot, cortar um caminho e voltar pela trilha da laguna Torre, mas como o tempo era pouco já sabia que não seria possível ir até a Laguna Torre, no centro de visitantes você recebe um mapa e pode fazer seu próprio itinerário. 
 Iniciei o percurso por volta das 9:00, o começo é meio puxado, com muita subida, pouco tempo depois já estava na Laguna Capri e em seguida Poincenot. A partir daí, coloquei um pedaço que não estava no roteiro, fui até o mirador Piedras Blancas e nesse trajeto sopra um vento bem forte, talvez essa ideia não tenha sido muito boa, perdi cerca de uma hora entre ida e volta, o que fez com que precisasse acelerar no final para dar tempo de fazer tudo, no entanto a vista de Piedras Blancas é íncrivel. 
 
Iniciando o sendero ao Fitz Roy
Laguna Capri
Mirador Piedras Blancas

Desfazendo o caminho até Piedras Blancas segui em direção às lagunas Madre e Hija batizadas assim por estarem localizadas uma do lado da outra e por conta de uma ser grande (madre) e a outra bem menor (hija). Infelizmente neste dia o tempo estava fechado e não foi possível ver mais o Fitz Roy como anteriormente, a partir de então foi uma louca corrida contra o tempo, precisava chegar logo na interseção que voltando daria em Chaltén e seguindo em frente dava na Laguna Torre, como não tinha mais tempo para ir à Laguna Torre, tinha que voltar para Chaltén pois já passava das 14:00 e muita estrada pela frente.

Lagunas Madre e Híja
Laguna Híja
A Laguna Torre ficou para a próxima
Nesse dia o Fitz Roy não quis aparecer
Depois que fiz as contas, só nesse dia foram 8 horas seguidas de trekking e mais de 30 km, quando sentei no bus quase não sentia minhas pernas, o corpo todo doía e tinha algumas bolhas nos pés, tudo para ver mais de perto o Fitz Roy, claro que valeu a pena. Sugiro que se você for a Chaltén reserve duas noites para ficar lá, ou vá no primeiro bus da manhã e volte no último do dia seguinte, vai aproveitar ainda mais. Sem contar que muitos acampam dentro das trilhas do Fitz Roy, lá tem uma estrutura própria para isso, além de ser muito seguro, vi inúmeras pessoas acampando próximo a região de Poincenot.
Valeu pessoal! Dúvidas, sugestões, correções, etc é só escrever nos comentários.
Até a próxima!!!
Aleh.

Torres del Paine - o que há de mais bonito na Patagônia Chilena

Como passei pelo Chile e não consegui ir a Torres del Paine, o jeito foi ir partindo da Argentina, contratei um tour "full day" partindo de El Calafate, o chato foi ter que sair às 5:00 da manhã, passar todo aquele processo de aduana de saída e entrada nos dois países e só chegar ao destino perto das 10:00 e ter que retornar por volta de 15:00, felizmente nessa parte do mundo o sol só começa a ir embora depois das 22:00.
O tour "full day Torres del Paine" consiste em muitas paradas em pontos distintos dentro do parque, como a Laguna Marga que impressiona pela cor de suas águas e que contrasta com as águas do Lago Sarmiento, em seguida vem os lagos Toro, Nordernskjöld Grey. 

Laguna Marga
Lago Sarmiento
O contraste na cor da água
Durante todo o tempo que se passa em Paine a busca incessante é sempre pelo melhor ângulo para se avistar a tríade de montanhas que dá nome ao parque mundialmente conhecido e que tem sua imagem estampada nas notas de mil pesos, tamanho o orgulho dos chilenos em ter essa maravilha da natureza como parte do seu território geográfico.  Mas nem só de beleza vive Torres, algo que sempre é chamado a atenção pelos guias locais e quanto à força e perigo dos ventos na região, o tempo todo eles pedem que não fique próximo às beiradas dos penhascos e que tenham seus pertences sempre bem seguros, muitos casos de acidentes e perda de objetos por conta da rajadas do vento noroeste já ocorreram. 

As "Torres del Paine"
Exibidas nas notas de mil pesos
Se segura porque o vento é forte

Na minha opinião, esse tipo de passeio que fiz em Paine não é muito bom para aqueles que desejam aproveitar bastante do lugar, o tempo que se passa lá é muito pouco e só é feita uma pequena trilha neste período. Entretanto, por mais que meu espírito aventureiro seja grande, ele termina no momento em que a palavra "acampar" é pronunciada, logo, este foi o tour ideal para mim nesta ocasião, mas sem dúvida deve ser muito bom passar mais de um dia no parque. Algumas opções de acomodação a preços um pouco mais elevado podem fazer com que isso seja possível, mas em se tratando de um lugar tão especial, qualquer esforço vale a pena.
 
Ao fundo um dos hotéis de Paine
Vista do entorno do hotel
Se estiver pensando em ir a Torres del Paine partindo de El Calafate, anote estas dicas: como o parque fica no Chile você vai precisar de pesos chilenos para pagar as entradas, consiga-os antes de ir, ou você pode cambiar em uma cafeteria na fronteira dos dois países, claro que a um preço bem mais elevado, mas, ainda assim, melhor do que pagar com pesos argentinos, que no fim das contas fica quase o dobro do preço, por pouco não tive que passar por essa. Dólares e Euros também são aceitos.  Outra coisa, os chilenos são muito rigorosos em suas aduanas, então nada de entrar com alimentos, principalmente os de origem vegetal, geralmente no ônibus você recebe um lanche e é feita uma parada também na cafeteria para que você possa se alimentar no período da viagem.
 
Torres del Paine
Torres del Paine

No dia seguinte a Torres já era hora de voltar para casa depois de mais de 20 dias mochilando, me surpreendi com todas as cidades que estive, vale ressaltar também como as coisas no Chile são organizadas e como as pessoas são simpáticas, na Argentina as pessoas são muito gentis também e nos recebem sempre bem.  Em suma, a viagem foi além do que esperava e as lembranças ficarão por muito tempo na memória, só posso repassar o que vi através das fotos e do que escrevo, mas todas as sensações e demais estímulos que pude ter em cada lugar são únicos e impossíveis de traduzir e transmitir.
Por enquanto é isso! Dúvidas, sugestões, correções, etc é só escrever nos comentários.
Até a próxima!!!
Aleh.